21 de agosto de 2007

O que andas a ler...

No meu cesto-cabeceira vão-se pilhando livros à espera que as insónias os concluam. Todos eles estão lidos até a um certo ponto mas nenhum ainda dobrou a ultima página (alguns nunca iram dobrar porque são lidos e relidos aleatoriamente):

Os livros por ordem de pilhagem, não por ordem de importância ou leitura (de baixo para cima):

"City" de Alessandro Barrico - obra a inveredar pontualmente pelo western de um autor que me continua a surpreender - leituras e notas para o projecto W (video-western experimental);
"Da Terra à Lua"de Jules Verne - pelo simples e puro gozo (A. ficaste-me com a viagem à lua do Cyrano de Bergerac);
"Diário da Guerra aos Porcos" de Adolfo Bioy Casares - Borges disse um dia deste seu amigo que tinha escrito o romance perfeito (em a "Invenção de Morel), eu contínuo a percorrer a sua escrita religiosamente (inspiração para as minhas "Histórias de Punhal");
"Meridiano de Sangue" de Cormac McCarthy - romance western apocalyptico do maior escritor americano do momento, simplesmente genial, o que me obriga a retardar sucessivamente o fim da leitura- leituras e notas para o projecto W (video-western experimental);
"Paris Nunca se Acaba" de Enrique Villa-Matas - interlúdio para as minhas viagens a Paris (o primeiro Villa-Matas com sabor a desilusão)
"Diário de un Génio" de Salvador Dali - continuo a perseguir Dali onde quer que ele se encontre;
"A Saga de Gösta Berling" de Salma Langërlof - vi e tive curiosidade de o levar, mais pela ligação da obra e da autora ao cinema sueco mas ainda não o comecei a ler verdadeiramente (a capa com a imagem de Greta Garbo no filme de Mauritz Stiller tornou-o irresistível),
"A Missão das Fronteiras" de Gilles Lapouge - um dos meus autores favoritos nesta demanda pela tentativa de marcar a fronteira numa amazónia e Terra de Vera Cruz ainda dominada pelos portugueses;
"John Ford" de Scott Eyman (Taschen) - biografia competente cheio de documentação útil - leituras e notas obrigatórias para o projecto W (video western-experimental);


Cesto-cabeceira.
Os livros, o candeeiro e a Agrípina
(assim como fosse da família ou uma santa protectora).

4 comentários:

AC disse...

Buenas

Da Terra à Lua
Sim sim, muito bom.

Cyrano
In your dreams!!! E tenho como prova-lo. Fiquei foi com outro mas se já não te recordares de qual, passa a ser meu!

Meridiano de Sangue
Cada vez são mais a dize-lo, talvez um dia tenha tempo para ler "coisas novas".

Diário de um Génio
Palácio do Freixo...

John Ford
...

Todos eles estão lidos até a um certo ponto mas nenhum ainda dobrou a ultima página (alguns nunca iram dobrar porque são lidos e relidos aleatoriamente
COOL

Nice pic

Fica com este abraço

AC disse...

Eu Dias, certifico que este Blog está entre os meus melhores momentos visuais!!

Abraço GRANDE

AC

Blaze disse...

Obrigado companheiro! Es tu o grande dominador comum da opinião deste espaço visual. Vou estar uma semana fora em viagem mas logo, logo, volto à carga. Um abraço grande.

bitsounds disse...

o livro é que nunca se acaba, anda na mesa-de-cabeceira há muito tempo, este "Paris Nunca se Acaba" é mesmo desilusão ...

Biogram

A minha foto
Lisbon, Lisbon, Portugal
Anthropologist, museum and art curator, started in 2006 a long-term visual conceptual project: a work in progress that includes single-channel video, film, explorations of archive footage, experimental movies and conceptual photography. The art project materializes visual experiences involving original footage or the re-treatment of moving images and also the use of soundscapes. Basically, the conceptual outline goes from the political visual essay (violence in history) to a deeper more introspective way, like expressing the Freudian psychoanalysis or going into Nietzsche’s philosophy. Aesthetically is inspired in two close-related modern and post-modern movements: surrealism (language) and pop art (technique). It is also assumed a strong link – formal and informal – to the history of cinema.